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Destino Recomendado

New York

Nova Iorque (em inglês: New York) é um dos 50 estados dos Estados Unidos, localizado na região centro-atlântica do país. O estado é o maior centro financeiro e comercial do país, e o quarto maior centro industrial dos Estados Unidos, perdendo apenas para a Califórnia, o Texas e Ohio. Está localizado no nordeste do país. O estado, com seus 19,4 milhões de habitantes, é o terceiro mais habitado dos Estados Unidos, superado apenas pela Califórnia e pelo Texas.
O estado não deve ser confundido com a cidade de mesmo nome, a cidade de Nova Iorque, localizada ao sul do estado. Por isto, o estado às vezes é chamado de Estado de Nova Iorque (New York State). A cidade de Nova Iorque não somente é a maior cidade de estado, com seus 8,5 milhões de habitantes (aproximadamente a metade da população do estado), como também a maior cidade do país.
O cognome de Nova Iorque é Empire State. Historiadores acreditam que este apelido vêm de um comentário feito por George Washington - ele uma vez comentou que Nova Iorque era o "centro do império" (norte-americano). O lema do estado é Excelsior. A palavra excelsior que vêm do latim, e significa "sempre acima", "sempre no topo" ou "mais alto ainda".
Nova Iorque foi originalmente colonizado por holandeses, que chamaram a região de Novos Países Baixos. Eles também fundaram um assentamento na ilha de Manhattan, chamado de Nova Amesterdã. Quando a Inglaterra capturou o estado dos neerlandeses, eles renomearam tanto o estado quanto a cidade, localizada em Manhattan, de New York. Nova Iorque foi uma das treze colônias britânicas que rebelaram-se na guerra da Independência dos Estados Unidos da América, e um terço de todas as batalhas aconteceram no estado.
Após a guerra, Nova Iorque tornou-se o 11º estado a entrar à União, em 26 de julho de 1788. Tornou-se o mais populoso do país por volta de 1810, sendo ultrapassado pela Califórnia na década de 1960, e pelo Texas na década de 1990.

 

 


História

A região onde fica atualmente o estado de Nova Iorque era habitada por dois grupos distintos de nativos norte-americanos muito tempo antes da chegada dos primeiros europeus na região. Estes grupos eram os iroqueses e os algonquinos, que eram rivais entre si. Os iroqueses eram mais socialmente organizados do que os algonquinos, possuindo uma notável hierarquia política e social, além de serem mais avançados militarmente.
O primeiro europeu a explorar a região onde atualmente está localizado o estado de Nova Iorque foi o explorador e navegador italiano Giovanni da Verrazano, que explorava em nome da corte francesa. Ele alcançou o rio Hudson por volta de 1524.
Em 1609, o inglês Henry Hudson, explorando em nome dos Países Baixos, navegou rio Hudson acima, e oficialmente reivindicou a região aos neerlandeses. Essa região passaria a ser conhecida como Novos Países Baixos. Os neerlandeses fundaram diversos postos comerciais na região, e estabeleceram relações comerciais com os indígenas iroqueses. Em 1621, um grupo de mercantes neerlandeses criaram uma companhia, a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais. Em 1624, o governo neerlandês deu à Companhia Holandesa das Índias Ocidentais todos os direitos para comercializar com os Novos Países Baixos por 24 anos. No mesmo ano, uma primeira leva de colonos, cerca de 30 famílias, foram enviados à região, onde fundariam Fort Orange - que é a atual capital de Nova Iorque, Albany.
Em 1625, os neerlandeses fundaram uma vila, e iniciaram a construção de um forte, ambas na ilha de Manhattan. Ambos foram nomeados de Nova Amesterdã - com a vila sendo a capital da colônia. A vila de Nova Amesterdã desenvolveria-se no que é a atualmente a cidade de Nova Iorque. Em 1626, o governador dos Novos Países Baixos à época, Peter Minuit, compraria toda a ilha de Manhattan dos indígenas que moravam na região em troca de produtos que valiam no total cerca de 24 dólares. Nos anos seguintes, os neerlandeses fundariam diversos assentamentos e vilas na região do atual estado de Nova Iorque.
Em 1629, a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais decidiu acelerar o processo de colonização dos Novos Países Baixos. A companhia implementou um sistema de latifúndios, onde grandes lotes de terra seriam dadas para diversos membros da companhia. Estes membros somente continuariam a serem proprietários de suas terras caso conseguíssem colonizar seus lotes com um certo número de colonos. A maioria destes latifundiários fracassaram em cumprir estes objetivos, mas um colono, Kiliaen Van Rensselaer, alcançou grande sucesso, colonizando as áreas onde atualmente os condados de Albany, Colúmbia e Rensselaer estão localizadas. Graças ao sucesso de Rensselaer, este sistema, onde poucos latifundiários controlavam grandes lotes de terra, e alugavam lotes menores de terra para fazendeiros, que eram obrigados a cederem uma dada percentagem de suas colheitas para os proprietários, persistiria até a década de 1840, onde uma série de revoltas deu um fim a este sistema.


1664 - 1790

Durante as décadas de 1640 e 1650, numerosos colonos ingleses da colônia inglesa de Connecticut estabeleceram-se em Long Island, parte do atual estado de Nova Iorque. Inicialmente, as relações entre os colonos ingleses e neerlandeses eram amigáveis. Porém, estas relações deterioraram-se rapidamente no final da década de 1650. O rei Carlos II da Inglaterra decidiu conquistar os Novos Países Baixos, enviando uma frota naval em 1664, que ancoraram na capital da colônia neerlandesa, Nova Amesterdã. O então governador dos Novos Países Baixos, Peter Stuyvesant, decidiu render-se sem resistência.
Os Novos Países Baixos foram renomeados de Nova Iorque pelos ingleses, em homenagem ao duque inglês de York. O nome da vila de Nova Amesterdã, por sua vez, seria mudada para Nova Iorque. Os franceses, instalados na Nova França (que compreenda atualmente o leste canadense) começaram a interessar-se pelo norte da colônia inglesa de Nova Iorque, por volta de 1680, sendo que o explorador francês René-Robert Cavelier exploraria o norte de Nova Iorque em 1669. Em 1731, os franceses construíram um forte em Crown Point, no lago Champlain, e reivindicaram o norte de Nova Iorque. Em 1689, guerra instalou-se entre a Inglaterra e a França, e logo Nova Iorque passou a ser palco de numerosas batalhas entre ingleses e franceses. Estas batalhas, que tornariam-se conhecidas como Guerra Franco-Indígena, duraram entre 1689 e 1763. Os ingleses, em grande vantagem numérica, e com o apoio dos nativos algonquinos, eventualmente derrotariam os franceses, e capturaram a Nova França, em 1763.
O controle britânico sobre as colônias na América do Norte era motivo de descontentamento entre a população do estado de Nova Iorque. Na década de 1730, John Peter Zenger criticou pesadamente o governo britânico, e ele foi preso por isso. Porém, o júri, em 1735, considerou Zenger inocente, alegando liberdade de imprensa - e fazendo disso uma grande vitória para a imprensa americana.
Os habitantes do estado também não gostavam dos impostos cobrados sobre produtos fabricados nas colônias ou da autoridade dos juízes ingleses, e Nova Iorque foi uma das Treze Colônias britânicas que se rebelaram contra o Reino Unido na guerra da independência dos Estados Unidos da América. Durante esta guerra, cerca de 30 mil pessoas leais à Inglaterra abandonaram a colônia. Nova Iorque foi o palco de várias batalhas importantes, como a batalha de Saratoga, embora a cidade homônima tenha sido capturada logo no início da guerra pelos britânicos, que abandonariam a cidade somente após o fim da guerra.
Em 9 de julho de 1776, o congresso provincial de Nova Iorque reuniu-se em White Plains, aprovando definitivamente a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América, adotado pelo Congresso Continental cinco dias antes, em 4 de julho. Nova Iorque ratificaria os artigos da Confederação em 6 de fevereiro de 1778.
O fim da guerra de independência tornou possível desenvolver as terras que formam atualmente o oeste do estado de Nova Iorque, que até então não faziam parte de nenhuma das antigas Treze Colônias. Nova Iorque e Massachusetts reivindicaram a região. Pelo Tratado de Hartford, de 1786, Nova Iorque teria direito à soberania das terras, enquanto que Massachusetts teria o direito de adquirir as terras da região dos nativos norte-americanos. Diversos grupos tentaram passar por cima do tratado, sem sucesso. Um leasing de 999 anos assinado em 1887 foi rapidamente anulado pelo Legislativo de Nova Iorque e de Massachusetts.
Em 1 de abril de 1888, a região foi vendida para Nathaniel Gorham e Oliver Phelps, de Massachusetts, por um milhão de dólares, a serem pagos em três parcelas anuais. Gorham e Phelps, porém, somente adquiririam os direitos de propriedade após comprarem estas terras dos nativos norte-americanos que habitavam a região. Gorham e Phelps imediatamente abriram negociações com os nativos da região, adquirindo as terras a leste do rio Genessee através do Tratado de Buffalo Creek, 8 de julho do mesmo ano. Gorham e Phelps porém, rapidamente entraram em dificuldades financeiras, e concordaram em ceder as terras a oeste do rio Genessee para o Massachusetts em 1790. Em 12 de março de 1791, o Massachusetts vendeu todas estas terras para Robert Morris, que logo vendeu estas terras para a Holland Land Company. Pelo Tratado de Big Tree, assinado em setembro de 1797, Morris comprou as terras a oeste do Genesse dos nativos norte-americanos. Em 1802, a Holland Land Company abriu um escritório de vendas em Batavia, e iniciou a venda das terras da região para terceiros. O escritório ainda existe em tempos atuais, servindo atualmente como um museu.
Enquanto isto, durante o processo do planeamento do sistema do governo federal, Nova Iorque se opôs à instalação de um governo centralizado. Após intensas discussões entre Nova Iorque e outros estados (ou futuros estados), sobre temas relacionados com o governo norte-americano, Nova Iorque concordou em ratificar a Constituição dos Estados Unidos da América em 26 de julho de 1788, tornando-se o 11° estado norte-americano a juntar-se à União. A cidade de Nova Iorque foi temporariamente a capital do país entre 1785 a 1790, quando a capital nacional mudou-se permanentemente para Washington, DC. Na cidade de Nova Iorque, George Washington foi empossado como o primeiro presidente dos Estados Unidos.


1790 - 1900

Nova Iorque cresceu rapidamente após a independência dos Estados Unidos, e em 1810, já era o estado mais populoso do país, com 959 mil habitantes. Porém, a guerra anglo-americana de 1812 interrompeu temporariamente este crescimento. Tropas britânicas invadiram os Estados Unidos, partido do Canadá, e algumas batalhas de menor importância aconteceram. Porém, Nova Iorque continuou a prosperar economicamente após esta guerra. Muitas pessoas vinham de outras regiões do país, bem como imigrantes do Canadá, e muitos deles instalaram-se no interior e, por volta de 1820, Nova Iorque já tinha 1,38 milhão de habitantes. Após o final da guerra, muitas pessoas de outras partes do estado ou do país passaram a instalar-se em regiões de fronteira, ainda não povoadas, ou pouco habitadas. Em 1820, de uma população de 1,38 milhões de habitantes, cerca de 500 mil viviam no extremo ocidente de Nova Iorque, região de fronteira anteriormente não povoada.
A construção do canal de Erie tornou o estado de Nova Iorque um grande polo de transportes, e fez da cidade de Nova Iorque o maior centro portuário das Américas, ultrapassando Boston e Montreal. Não somente o canal fornecia acesso ao interior do estado, como permitiu um atalho entre o oceano Atlântico e os Grandes Lagos, conectando o lago Erie com a Baía de Nova Iorque. Por volta de 1850, Nova Iorque já era firmemente conhecida no país como a Empire State, e o estado era o maior centro comercial, industrial e populacional dos Estados Unidos.
Em 1839, uma grande movimento popular contra o sistema de latifúndio e aluguel de lotes teve início. Este sistema, onde poucos latifundiários controlavam grandes lotes de terra, e alugavam lotes menores de terra para fazendeiros, que eram obrigados a ceder uma dada percentagem de suas colheitas para os proprietários, causou o endividamento de muitos, uma vez que estas cotas eram muito altas - em torno de 60% a 70%. Durante a década de 1840, numerosos manifestantes, disfarçados como nativos norte-americanos, atacavam estes latifúndios. Este movimento, inicialmente apenas uma manifestação popular, logo tornou-se uma grande força política no estado, e durante a década de 1840 e na década de 1850 os latifúndios do estado passaram a serem fragmentados em fazendas independentes de menor tamanho.
Em 1861, a guerra civil teve início. A maioria da população era contra a escravidão. Muitas pessoas, porém, eram contra a instalação do recrutamento militar forçado imposto pelo governo norte-americano em 1863. Em julho deste ano, motins populares ocorreram durante quatro dias na cidade de Nova Iorque, causando cerca de 500 mortes e mais de 1,5 milhão de dólares em prejuízos. O motim teve fim com a chegada de tropas militares norte-americanas na cidade.
Da década de 1860 em diante, imigrantes europeus - especialmente italianos, mais alemães, irlandeses e poloneses - começaram a instalar-se em massa no estado, especialmente na cidade de Nova Iorque. Atualmente, descendentes de italianos são o grupo étnico maioritário do estado.


1900 - Tempos atuais

Em 6 de setembro de 1901 o presidente William McKinley foi assassinado na Exposição Pan Americana. Theodore Roosevelt, que atuara como governador do estado de Nova Iorque em 1899 e 1900, e era o vice de McKinley, assumiu a presidência do país.
Nova Iorque prosperou economicamente com a primeira guerra mundial. Fábricas produziam armamentos e outros suprimentos, e o porto de Nova Iorque tornou-se um polo de envio de tropas dos Estados Unidos em direção à Europa.
O estado de Nova Iorque foi o mais duramente atingido pela Grande Depressão, na década de 1930 - especialmente na cidade de Nova Iorque. A taxa de desemprego nas cidades cresceu dramaticamente (30% ou mais), salários diminuíram, e houve-se imensa deflação de preços - sem contar efeitos secundários, como falta de abrigo, resultante da falta de pagamento de aluguel, por exemplo. Nos campos, a situação não era melhor. Fazendeiros não tinham dinheiro para novas plantações, e dívidas acumulavam-se.
Durante o final da década de 1950, Nova Iorque, em um programa conjunto com a província canadense de Ontário, iniciou a construção de numerosas represas no rio São Lourenço e no rio Niágara. Em 1959, o canal marítimo do São Lourenço foi inaugurado, permitindo o trânsito seguro de navios entre o oceano Atlântico e os Grandes Lagos. Durante a década de 1960, o sistema rodoviário de Nova Iorque passou por uma grande expansão, e duas novas grandes rodovias inter-estaduais foram inauguradas, uma conectando a Pensilvânia com o Canadá, e a outra conectando Albany com a província canadense de Quebec.
Por volta da década de 1970, muitas fábricas fecharam, mudando-se para outros estados, como Califórnia ou Texas, ou mesmo para outros países de mão-de-obra barata. Isto causou uma queda na população. Porém, novas fábricas, estas geralmente de alta tecnologia, instalaram-se no estado na década de 1980, e a população voltou a crescer novamente, em parte graças à grande imigração de hispânicos e asiáticos no estado.
Em 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos sofreram um atentado terrorista sem precedentes, com a destruição das torres do World Trade Center, em Nova York e em uma das alas do Pentágono por 19 extremistas muçulmanos. No total, os ataques causaram cerca de 3 mil mortes e os ataques foram atribuídos à rede terrorista Al-Qaeda, liderada por Osama Bin Laden, que reside no Afeganistão. O governo americano decidiu que o governo afegão entregasse o terrorista, mas obteve respostas negativas. Essa recusa das autoridades afegãs, fez com que os Estados Unidos ocupassem o Afeganistão e depois começassem a Guerra do Iraque. Essa luta contra o terrorismo foi chamada de Doutrina Bush.
Depois dos atentados, a cidade de Nova York reforçou a segurança nos aeroportos e também nas ruas da cidades para a segurança contra um futuro ataque. No mesmo local onde as torres caíram serão construídos um marco em homenagem aos mortos e também a construção de uma nova torre que será inaugurada em 2011.